Pedagiômetro

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Enem: Mídia faz tempestade em copo d´água, diz Frei David

Educação

Para fundador da Educafro, rede de cursinhos pré-vestibulares comunitários, não faz sentido tamanha polêmica com falhas em 2% das provas

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Publicado em 10/11/2010, 08:50

Última atualização às 16:30

São Paulo – O destaque dado pela imprensa às falhas no ENEM 2010 é tempestade em copo d´água. Esta é a avaliação de Frei David Raimundo Santos, presidente da Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes).

“Preocupa o fato de que setores da nação façam tamanho barulho por falhas em 21 mil provas num universo de 3 milhões e 300 mil”, diz o franciscano. No começo dos anos 90, ele fundou o primeiro núcleo de estudos em São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Hoje a entidade que preside coordena cursinhos pré-vestibulares comunitários no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e luta pela inserção de estudantes pobres na universidade, preferencialmente pública.

Para Frei David, é um atentado ao Brasil, aos cofres públicos e aos estudantes a anulação do exame realizado no último fim de semana. “A juíza cearense está mal informada. As falhas em 2% das provas não justificam o cancelamento. A Justiça deve avaliar o caso com mais cuidado para não prejudicar os estudantes”, diz.

O franciscano diz ainda estranhar a falta de cuidado na revisão das provas. Por isso, ele defende que o Ministério da Educação centralize ao máximo a operacionalização do exame. " As provas devem ser aplicadas nos estados pelas universidades federais, e não por empresa contratada".

Vanessa Da Mata ~ Você Vai Me Destruir ~ Multishow Ao Vivo

domingo, 19 de setembro de 2010

Unesco: Venezuela é o segundo país no ensino superior na América Latina

Entre as nações latino-americanas, a Venezuela está na segunda posição dos países com maior matrícula no ensino superior, depois de Cuba, isto de acordo com dados do Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultural Organization (Unesco).

De acordo com estes dados, a taxa bruta de matrícula da universidade na Venezuela é de 2,5 vezes a média para a América Latina eo Caribe, que está localizado a uma taxa de 34%.

Neste ranking, Cuba ocupa o primeiro lugar, com 109% de registo, seguido pela Venezuela com 83% a 67% na Argentina, Uruguai e Chile com 64% para 52%.

Depois, há, Panamá (45%), Peru (35%), Colômbia (32%), Brasil (30%), México (27)%, El Salvador (22%) e Guatemala (18%).

Além disso, a Venezuela classificou o 5 º lugar entre os países com a maior inscrição da universidade na América do Norte, Europa, Ásia e América Latina.

Entre os cinco primeiros lugares na lista mundial, incluir Cuba, o que leva a medida, seguida pela República da Coreia (95%), Finlândia (94%), Grécia (91%) e Venezuela (83%).

Neste ranking, a Venezuela do que até mesmo países como os Estados Unidos, França, Espanha e Itália, Japão e China, entre outros.

De 1999 a 2009, inscritos no subsistema de ensino superior aumentou em 193%.

De acordo com dados oficiais divulgados pela carteira de Comunicação e Informação na Venezuela prospecto, a maior sala do mundo, até 2008, no subsistema do Ensino Superior foi registrado o montante de dois milhões 109 000 331 alunos.

Isto comparado com a figura do ano 2000 (894 mil 418), representando um aumento de 214 000 milhões novos, ou mais que o dobro de novos alunos.

Este número aumentou em 2009, atingindo o montante de cerca de dois milhões 500 mil pessoas nas salas de aula das universidades do país, segundo os últimos dados fornecidos pelo Ministério do Poder Popular para a Educação Superior, Edgardo Ramirez.

http://www.globovision.com/news.php?nid=161931

domingo, 29 de agosto de 2010

Avante Mercadante!

Dando uma olhada na última pesquisa IBOPE, via Último Segundo http://bit.ly/bkIrIN , pra governador de São Paulo, o resultado me deixou numa animação danada, estou convicto que em São Paulo vai dar Mercadante. Com linhas imaginárias dando continuidade as do gráfico, tenho uma resposta muito positiva. Os traços apontam que dessa a trinta dias o nosso Mercadante chegará na casa dos 35%, contra 42% do Alckimin, e ai amigo é perna, e perna é conosco, nossa militância quando se anima vendo a possibilidade da vitória, um abraço..."vamos pras cabeça".
Avante Mercadante!

sábado, 21 de agosto de 2010

Mais que....

Ricardo Berzoini1331 e Renato Simões1366...sou ...

Marta 133 e Netinho 650...sou...

Mercadante Governador 13...

Sou também Dilma 13 … mas, mais que isso sou...

Zé Aristéia 13666... sou Lula.

depois de tudo isso...
Sou PT, sou 13, sou igualdade de condições e oportunidades para todos...

e você, é quem? é do contra?
Vai ser contra Ricardo Berzoini, um dos melhores Ministro da Previdência Social do Brasil
2003 ― 2004 e Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil 2004 ― 2005?

Vai ser contra Renato Simões, talvez o maior lutador em favor dos Direitos Humanos do Estado de São Paulo e do Brasil?

Vai ser contra Marta Suplicy, quando prefeita implantou os CEUs que o Kassab teve que dar prosseguimento por pressão popular? ou Netinho que deverá ser o primeiro negro a representar Esse estado?

Vai ser contra Mercadante, pessoa corretas e inteligente que conhece esse estado como a palma da mão e que porá um freio nos pedágios?

Vai ser contra Lula ou Dilma Roussef, primeira presidenta do Brasil que continuará a política de mudanças que vem dando certo?

Contra Zé Aristéia talvez o político mais combativo que Indaiatuba conhece, o mesmo que acabou com a aposentadoria de oito anos de mandato; e que fará também um combate sem trégua a esse famigerado pedágio abusivo?


Política é ideia...o individualista pratica outra coisa...não política!

Eis o Xis da questão!

sábado, 14 de agosto de 2010

Mercadante: “crime se fortaleceu a partir dos presídios de São Paulo”

Governo tucano de SP assistiu facções criminosas se organizarem e mostrarem força, diz senador

“É evidente que não é de hoje que o governo de São Paulo perdeu o controle do sistema prisional e foi de dentro dos presídios que essas facções criminosas se organizaram e têm mostrado sua força”, afirmou, na segunda-feira (2), o senador Aloizio Mercadante (PT), candidato a governador do estado pela coligação “União Para Mudar”, composta por dez partidos políticos. A afirmação foi feita durante visita do candidato ao bairro do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo.

Apesar do candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin, tentar desconversar sobre os atentados, a população associa as imagens dos ataques do último fim de semana ao comandante da Rota, Paulo Telhada, os 13 automóveis incendiados e os tiros disparados contra o batalhão central da corporação, no centro da cidade (ver cobertura completa na pág. 4), aos episódios provocados pelo crime organizado em 2006, na gestão de Alckmin. Na época, mesmo com os bandidos das facções aterrorizando a população, o tucano jurava que o PCC (Primeiro Comando da Capital) não existia mais. Agora, novamente, ele tenta minimizar os ataques criminosos.

Alckmin quer vender a versão de que as ações do final de semana não têm ligação entre si e que o episódio não significa quebra da rotina. O candidato do PSDB ao governo de São Paulo se limitou a dizer que é precipitado ligar os ataques ao comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e ao batalhão da corporação ao crime organizado. Se isso não é “quebra de rotina” para o candidato “picolé de chuchu”, imagine o que seria uma “rotina” na segurança pública para ele. José Serra também foi evasivo e disse não ter “todos os elementos”.

Em maio de 2006, o PCC promoveu um banho de sangue em São Paulo com uma série de ataques a alvos policiais no Estado, causando a morte de 493 pessoas (139 só num fim de semana), entre militares e civis, de 12 a 21 daquele mês. À época, adversário eleitoral do presidente Lula, que buscava a reeleição, Alckmin, que acabara de sair do governo para disputar as eleições, fugiu de sua responsabilidade, tentou esconder o papel das facções que controlavam os presídios do estado e chegou a insinuar que o grupo criminoso era ligado ao PT. A resposta veio nas urnas. Num fato inédito na política brasileira, o tucano teve menos votos no segundo turno do que tinha obtido no primeiro.

Para Mercadante, o descontrole do governo do PSDB sobre as ações criminosas nos presídios é tão grande que os presos que vão sair no indulto do Dia dos Pais nos próximos dias podem acabar sendo obrigados a cumprir tarefas impostas pelas facções criminosas. Segundo o senador, já era hora de São Paulo ter introduzido o controle eletrônico dos presos, em casos como os de indulto. “A situação em São Paulo é hoje muito defasada. Não há um controle efetivo dos presos, a aplicação de penas alternativas é mínima e há um descaso com a carreira de policiais e homens do sistema carcerário”, disse.

“É indispensável criar uma nova política prisional no Estado”, defendeu Mercadante, acrescentando que é necessário também que haja um melhor preparo da polícia. “Precisamos trazer a inteligência e eficiência da Polícia Federal para São Paulo e melhorar muito o policiamento ostensivo comunitário. Nas áreas críticas precisamos de unidades pacificadoras para combater o tráfico de drogas, principalmente na porta das escolas”, argumentou.

Mercadante reafirmou que a criminalidade aumentou por falta de controle nos presídios. “Hoje há 59 mil presos além da capacidade prisional e nas delegacias pouco mais de 8 mil presos. Não é função da polícia civil ser guarda penitenciário. O governo do estado nesses 16 anos colocou presídios no interior do Estado sem nenhuma medida preventiva ou compensação para essas cidades”, criticou.

Ele afirmou ainda que em seu governo irá adotar o sistema aplicado no Rio de Janeiro, das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a serem instaladas em áreas de maior concentração de violência. O candidato disse que também irá dar contrapartidas aos municípios que receberem novos presídios, como reforços nas áreas de saúde e educação. “Hoje não há contrapartidas e há lugares em que a população de presos já superou a dos habitantes das cidades. Os presos usam o sistema de saúde, muitas famílias se mudam para as cidades e as prefeituras não têm nenhuma contrapartida, enquanto observam os seus custos aumentarem”, afirmou.

Mas, o descaso da administração tucana em São Paulo não se restringiu apenas à segurança pública. Mercadante criticou o abandono da educação no estado e cobrou maior valorização dos professores da rede pública. Alckmin, por outro lado, segue defendendo a continuidade do falido sistema de progressão continuada das escolas paulistas. As aberrações defendidas pelo candidato tucano foram ditas durante sabatina promovida pela Folha e pelo UOL na semana passada. No método, preconizado pelo PSDB, além dos professores serem mal remunerados, os alunos, que não conseguem aprender nada, não são mais reprovados. O tucano justificou a esculhambação com a desculpa da evasão escolar. Para ele, o fato de crianças de famílias ricas terem possibilidade de ter aulas particulares justificaria a não reprovação dos demais alunos. Ou seja, ao invés de melhorar o ensino, o tucano defende a aprovação automática de todo mundo. Isso tem feito de São Paulo, o estado mais rico do país, uma das piores unidades da federação em termos de qualidade na educação. O pretexto de Alckmin seria evitar uma “cultura do fracasso” entre os alunos pobres. Só que, fracassados, neste caso, não são os alunos pobres, mas sim a desastrosa política do PSDB para a educação.

Na mesma sabatina da Folha, o candidato tucano defendeu também a proliferação dos pedágios nas estradas de São Paulo. Esse assalto aos motoristas foi implantado pelos últimos governos do PSDB. Alckmin disse que “a concessão em São Paulo é bem-sucedida”. Ele, que havia ensaiado uma ligeira crítica à extorsão ao bolso dos motoristas implantada por Serra nas estradas paulistas, voltou atrás e defendeu os preços abusivos dos pedágios. O candidato tucano disse que, se eleito, vai privatizar mais estradas e abrir mais praças de pedágios. Alckmin avisou que vai começar pelas asas leste e sul do Rodoanel.

SÉRGIO CRUZ

fonte:http://www.horadopovo.com.br/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mercadante Governador 2010-Preservação Ambiental e Sustentabilidade

Gestão Ambiental

O Estado de São Paulo perdeu sua capacidade de planejamento, de investimento e de mediação de conflitos na área sócio-ambiental o que concorre para a diminuição da importância paulista na economia brasileira e no aumento da degradação urbana e do campo.

O governo estadual não tem dado à devida atenção ao Sistema Estadual de Meio Ambiente, sobretudo à Secretaria enquanto principal órgão gestor. A recente “reestruturação” da Secretaria, com a centralização de todo o licenciamento ambiental na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB não foi acompanhado de um planejamento adequado, o que comprometeu ainda mais a qualidade do serviço prestado.

A idéia do desenvolvimento ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente justo, deve estar presente nas políticas públicas e nos programas de infra-estrutura. É fundamental um novo modelo que incorpore a sustentabilidade ambiental como um eixo estruturador e como política transversal que dialogue com todo o programa de governo.

domingo, 25 de julho de 2010

Certeza de luta contra o Pedágio abusivo. on Twitpic

Certeza de luta contra o Pedágio abusivo. on Twitpic

Sem dúvida, Zé Aristeia 13666 será o deputado mais indicado pra representar a luta contra o pedágio, essa praga tucana que se estabeleceu no estado de São paulo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O PT e o uso das mídias na internet

Sem dúvida o PT com sua busca incessante pela liberdade de expressão, tem na internet um importante aliado. O partido quer e vai fazer história com o uso desse meio nas próximas eleições. O Branco tem disseminado por onde passa o seu uso, deixando uma ligião de internautas PeTistas engajados para também aqui dar-mos um banho nas próximas eleições.
Veja um exemplo do que pode ser feito, sendo feito.... http://www.pt.org.br/portalpt/tvpt/video-543-6412

domingo, 11 de julho de 2010

Entrevista com o vereador Linho


Essa é a primeira entrevista do blog, que já vinha atuando com alguns textos, porém começará a fazer jus ao título. O “Blog entrevista do Dão Ferreira” escolheu o vereador Linho por sua atuação de grande valia na Câmara Municipal de Indaiatuba. Fala-nos de eleição, mas principalmente do seu companheiro de partido Zé Aristeia, candidato a Deputado Estadual ao qual faz questão de frisar seu importante apoio.

Linho: “O PT precisa se preparar para assumir num futuro brevíssimo o poder municipal em Indaiatuba, assim como o PT se preparou para assumir o poder nacional.”


Dão Ferreira - Quantos mandatos você já teve, contando com o atual?
Linho - Estou cumprindo o terceiro mandato.

Dão Ferreira - Como vê a atual administração da cidade de Indaiatuba?
Linho - Vejo como uma administração sem um projeto concreto de governo, desligada dos grandes temas como segurança, meio ambiente e políticas públicas. Creio que Indaiatuba passa por um retrocesso político.

Dão Ferreira - Qual sua perspectiva para a eleição que se aproxima?
Linho - Dilma será a primeira mulher a presidir o Brasil e, certamente, dará continuidade aos projetos do melhor governo da história brasileira, que é a Administração do Presidente Lula. Além disso, a bancada do PT no Congresso será maior que a atual, e as perspectivas para eleger governadores em todas as regiões do Brasil são muito grandes.

Dão Ferreira - Já tem seus candidatos a deputado, federal e estadual, a senadores, alem é claro de presidente da república e governador?
Linho - Dilma, Mercadante para governador, Marta Suplicy e Netinho para o Senado, Ricardo Berzoini para Deputado Federal e José Aristéia para Deputado Estadual, campanha à qual vou me dedicar inteiramente.

Dão Ferreira - O Zé Aristéia é candidato a deputado a dep. estadual, devida a sua extensa convivência com ele, o que se pode esperar de um Aristéia deputado?
Linho - Aristéia fez dois brilhantes mandatos de vereador e, como deputado, será implacável na fiscalização da coisa pública e será o verdadeiro defensor, que Indaiatuba espera há décadas, junto ao Governo do Estado.

Uma pormenor,“pormaior”

Quando governantes como os do PSDB falam que foram criadores de programas de cunho social, concordo com eles! Desde os militares, passando por Sarney, Collor e o próprio FHC, cumpriram com esse papel; mas aí vem o “X” da questão, um pormenor, que na verdade é um “pormaior”, e não encontraria palavra mais adequada que essa pra expor o que quero deixar claro. Em todos esses governos tivemos realmente os planos de cobertura para os de menos oportunidades, porém a abrangência desses planos era muito limitada, deixando de fora um percentual, que sequer dava pra falar, e considerar como sendo uma política para cobertura todos necessitados. O grosso dessa massa nem sequer ouvia falar de, por exemplo, uma bolsa escola. É ai que FHC e Serra junto com seus tucanos, não conseguem ou fingem não entender por que o Lula é uma supremacia, se eles também fizeram a cartilha, está lá pra todos verem e não logram do mesmo reconhecimento. Então é que voltamos na palavra que norteia o texto... ”pormaior”: ela diz bem; quando FHC fazia pra poucos, o Lula faz pra milhões...milhões com o bolsa família, milhares com o Pro Uni, milhões migrando de classes sociais inferiores, milhões comprando carros novos, outros milhões comprando móveis e eletrodomésticos, milhões de aposentados tendo aumento nos seus recebimentos...
Sem contar que boa parte desses benefícios, deverão se tornar leis, independendo de governo para sua aplicação. Ai está o “pormaior” que eles não entendem ou fingem não entender.

sábado, 3 de julho de 2010

Ligações perigosas e licitações suspeitas para o fornecimento de merenda escolar no rastro do vice

Serra escolhe Índio e rifa Nordeste, Sul, Sudeste...



Segundo as declarações de Serra, seu candidato a vice, Índio da Costa, é “uma novidade que é um sinal de renovação”. Muito profundo esse pensamento – melhor do que isso, só se ele fosse uma coisa nova que renova...

Não julgávamos possível que houvesse algo pior para Serra do que ter o Álvaro Dias como vice. Certamente, algo pior sempre é possível – o que não contávamos é que ele conseguisse arrumar coisa pior em tão pouco tempo.

Mas a verdade é que aquilo que a “Veja” chamou de “escolha pragmática” - a escolha de outro paulista, senador de um Estado onde Serra nada tem a ganhar (aliás, só tem a perder, como mostra o apoio do senador Osmar Dias à candidatura Dilma Rousseff, ainda com Álvaro Dias como candidato a vice de Serra), aumentou velozmente a desagregação da campanha tucana.

Porém, o conserto foi pior do que o estrago. E o Dem não é culpado pelo Índio. Aliás, nem o Índio é culpado pelo Índio. Quem escolheu o candidato a vice foi Serra – é evidente que considerou, e considera, que os caciques do Dem são uma trupe de atrasados, corruptos, fisiológicos e nordestinos, e que não se estranhe a equiparação de nordestinos com atrasados, corruptos e fisiológicos.

Assim, o Aleluia, apesar do nome, dançou. Quem mandou ser baiano? Serra escolheu o mais desconhecido que pôde arrumar, como se lhe assistisse escolher o representante do Dem – e, segundo teria dito, queria um vice do Sudeste, ou seja, não queria um nordestino, apesar do Nordeste concentrar quase um terço dos eleitores do país e três vezes o número de eleitores do Rio de Janeiro.

Uma teoria assaz interessante, pois um vice do Rio ganharia, hipoteticamente, votos no Rio e mais em nenhum Estado. Já um vice do Nordeste, segundo todas as eleições desde que a República as instituiu, seria importante para ganhar votos em toda a região. Logo, Serra não pode ficar chateado se nós concluirmos, outra vez, que ele não quer nordestino por perto.

Mas o resultado prático é que ele acabou escolhendo um vice que não ganha votos em lugar algum, nem no Rio - exceto, talvez, no complexo penitenciário de Bangu, onde está hospedado o sogro do Índio, um certo Salvatore Cacciola.

O problema, evidentemente, é de Serra, e não nosso. Mas... quem é esse cara que ele escolheu? Dizem que foi relator do “ficha limpa”. Quase inacreditavelmente, nem assim alguém reparou na sua existência. Dizem que foi “prefeitinho” de Jacarepaguá. Pois nossas fontes nos botecos e adegas lusitanas da Praça Seca, Taquara, Pechincha e adjacências não confirmaram a sua passagem por lá. Se foi, e parece que foi, deve sofrer de alguma síndrome de invisibilidade.

Mais concretamente, o que se sabe são duas coisas: primeiro, que durante sua gestão na Secretaria de Administração da Prefeitura do Rio aconteceram algumas coisas estranhas, segundo uma CPI que tinha por relatora uma aliada do PSDB.

Imagine o leitor quem é o autor do seguinte texto: “sem ter, teoricamente, informações sobre os outros preços, a fornecedora [que venceu as licitações para 99% do fornecimento da merenda escolar quando Índio da Costa era secretário] sempre apresentou descontos quando tinha concorrentes, mantendo o preço cheio naquelas licitações em que ninguém disputava o fornecimento. Foi como acertar na Mega-Sena, comenta a vereadora do PSDB do Rio Andrea Gouvêa Vieira, relatora da CPI. Os resultados da CPI estão no Ministério Público”.

Não, leitor, esse texto não é de algum dilmista fanático, mas do capachíssimo Merval Pereira, serrista até os cueiros (pelo menos até que a família Marinho o mande parar com isso).

Segundo, o rapaz é genro do sr. Salvatore Cacciola – agora ele descobriu que não é, e nunca foi, mas, como dizia Gorky, o que a pena escreve nem o machado apaga, mesmo que seja a trêfega pena dos colunistas sociais, que registraram a vida do casal, sem que o Índio protestasse.

Cacciola é um recordista. Com tanto ladrão rico e tanto rico ladrão no país, ele conseguiu ser o único que foi em cana. Até os tucanos que lhe forneceram os dólares do Banco Central abaixo do preço de mercado estão à solta e fazendo campanha para Serra. Mas, depois de sua fuga do Brasil, também Cacciola estaria, se não fosse sua incrível vocação para trapaças as mais sem limites, para a ostentação vadia da riqueza obtida às custas dos outros, para a perspicaz ideia de que a responsabilidade dos malfeitos é sempre de outros, para a reivindicação de que as leis não se aplicam à sua pessoa, etc., etc.

Pois com tanto milionário precisando desencalhar as filhas, o vice de Serra foi logo escolher a filha do Cacciola - e, ainda por cima, mentir sobre o assunto. Diz ele que conhece a família Cacciola desde criancinha. Mas pertencer ao mesmo meio que um escroque não é uma atenuante.

Merenda escolar e Cacciola – bem que o Serra disse que era “uma novidade que é um sinal de renovação”. E depois os nordestinos é que são fisiológicos...

No entanto, isso é tudo o que ele conseguiu – com seus acólitos na mídia chamando a nova escolha de “palhaçada” e outros epítetos correlatos. Não poderia haver maior sinal de rejeição pública, de isolamento e de derrota.

Mas, estamos sendo outra vez demasiado otimistas quanto ao destino de Serra – ainda faltam três meses para a eleição.

C.L.

http://www.horadopovo.com.br/

sexta-feira, 25 de junho de 2010

1º de Julho: Dia da Luta Contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo

As tarifas abusivas de pedágios no Estado de São Paulo impõem sérias barreiras aos municípios e atravancam o desenvolvimento econômico, social e cultural. No trajeto entre uma cidade e outra, parte considerável da riqueza produzida pela Agricultura, Indústria, Comércio e Prestadores de Serviços vão parar nos cofres das concessionárias, sob o manto protetor do Governo do Estado. Para recuperar o equilíbrio das relações entre usuários e concessionárias de rodovias, precisamos dar um basta nesta situação.
Cerca de 30 milhões de pessoas passaram da classe D para a C nos últimos 5 anos (jornal O Globo), para compor a massa consumidora: isso significa mais alimentos e bens de consumo sendo transportados pelo nosso sistema rodoviário. Somados a isso, nunca se vendeu tantos veículos novos por conta de incentivos do Governo Federal e pelo aumento da renda do trabalhador brasileiro. Por conta desses fatores, é indiscutível o crescimento da frota circulante nas rodovias e, como conseqüência, o aumento do faturamento das concessionárias de pedágio.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) anunciou aumento do repasse do ISS dos pedágios às prefeituras na ordem de 50% no primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009. Se houve aumento das receitas das concessionárias de pedágio, o Governo deve garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos por meio da redução de tarifas aos usuários do sistema rodoviário. Porém, os agentes públicos – desde o governador, secretário de Transportes e diretor da agência reguladora -, têm sido intransigentes, para manter o clientelismo em prejuízo do povo paulista.
Os abusos do Governo de São Paulo para a defesa dos interesses das concessionárias de pedágio, em flagrante abuso e desrespeito ao seu povo, são apenas a ponta do novelo de um modelo de concessões que nasceu com foco no bolso do cidadão: as rodovias já foram pagas no passado pelos contribuintes e, mesmo assim, cobra-se outorga para sua exploração, encarecendo ainda mais as tarifas. Até final de 2009 foram para os cofres do governo cerca de R$ 8,4 bilhões, que não são aplicados na origem de sua arrecadação: pedágio é tarifa (preço público), mas pratica-se como se fosse taxa (imposto), contrariando o ordenamento jurídico brasileiro.
O MOVIMENTO ESTADUAL CONTRA OS PEDÁGIOS ABUSIVOS DO ESTADO DE SÃO PAULO nasceu para discutir, no âmbito administrativo, jurídico e político, todas essas questões que envolvem as concessões de rodovias paulistas. Na “Carta de Indaiatuba”, documento que traça diretrizes de mobilização, aprovada em 11/02/2010 na 1ª Reunião Estadual na Câmara Municipal de Indaiatuba, foi instituído o dia 1º de Julho como Dia da Luta Contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo. É importante que a sociedade se organize e crie atividades para este dia. O movimento precisa ter o respaldo popular. Por isso, vamos mostrar nossa cara!

José Matos
Coordenador do Movimento Estadual Contra os
Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo

Espaços Virtuais
Ning: http://antipedagio.ning.com
Twitter: http://www.twitter.com/antipedagio
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=23089691
Email: antipedagio@antipedagio.com.br

Carta de Indaiatuba Sobre Pedágios de SP

A Carta de Indaiatuba, discutida e aprovada na 1ª Reunião Estadual de Movimentos Contras os Pedágios Abusivos no Estado de São Paulo, realizada no dia 11/02/2010, na Câmara Municipal de Indaiatuba, é um documento que estabelece diretrizes para a política de Transporte nas rodovias paulistas, a serem defendidas por movimentos sociais dessa natureza no que diz respeito à relação entre usuários do sistema rodoviário, empresas concessionárias de pedágios e governos.
Considerando a relação estabelecida entre o Governo do Estado de São Paulo, durante o período de 1995 a 2010, e as concessionárias de rodovias, que se expressa no princípio “ganha o direito de explorar os serviços a empresa que mais tiver condições de explorar os bolsos dos motoristas” – pois, vence a licitação aquelas que pagarem mais pela outorga, dentro do modelo de concessão onerosa – fica estabelecido o seguinte:
- fica instituído o dia 1º de Julho como o Dia de Luta Contra os Pedágios Abusivos no Estado de São Paulo.
- Os movimentos buscarão, sempre que possível, por meio de prévia análise da relação custo-benefício, que prevaleça o sistema rodoviário por vias gratuitas, em garantia do livre acesso de mercadorias e pessoas e na promoção do desenvolvimento sócio-econômico.
- Os movimentos não aceitarão a criação de novas praças de pedágio no Estado de São Paulo sem uma discussão prévia e ampla com a sociedade de uma política para as rodovias do Estado de São Paulo, realizada em audiências públicas nas regiões metropolitanas, em especial nos municípios diretamente atingidos.
- Os movimentos não aceitarão a instituição de novas praças de pedágios sem a realização de audiências públicas específicas e da prévia apresentação e discussão de Estudos de Impactos Ambientais e Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA-RIMA).
- Os movimentos não aceitarão o funcionamento de praças de praças de pedágio, com a conseqüente cobrança de tarifas ao usuário, sem a prévia entrega das obras e sistema de serviços dos trechos rodoviários concedidos, por entender que tarifa é o pagamento pelo serviço usado pelos motoristas e não financiamento de manutenção de rodovias e serviços futuros.
- Os movimentos não aceitarão a celebração de contratos “leoninos”, passados e futuros, entre o Governo do Estado de São Paulo e as concessionárias de rodovias, ou seja, aqueles se caracterizam pelo desequilíbrio de interesses, de obrigações e deveres, entre concessionárias, governo e usuários. Exemplos de cláusulas “leoninas” são as constantes nos contratos atuais no Estado de São Paulo, que fixaram lucro de 20% para as concessionárias, a partir das primeiras concessões no final da década de 1990, por períodos de 20 anos, sem considerar as transformações e conjunturas econômicas futuras.
- Os movimentos buscarão a revisão de todos os contratos de concessões de rodovias celebrados a partir da instituição da Lei 8987 de 13 de fevereiro de 1995, principalmente no que diz respeito a cláusulas contratuais que permitem a revisão para promover o equilíbrio econômico financeiro da concessionária que explora o serviço, mas se omitem sobre a possibilidade de devolução, por meio da prática de tarifas menores, de valores obtidos nos casos em que as concessionárias venham a auferir lucros exorbitantes.

Propostas do Movimento Estadual Contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo

O movimento popular estadual contra os pedágios abusivos de SP, composto por comitês municipais, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e entidades de classe -, vem por meio deste instrumento – com observância da Constituição Federal de 1988, Lei de Concessões (Lei Federal 8987/95), Lei de Licitações (Lei Federal 8.666/93), Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal 8.078/90) e editais de concessões das rodovias paulistas –, considerando o interesse público, o princípio da modicidade das tarifas de serviços públicos prestados por empresas privadas e do equilíbrio econômico financeiro dos contratos, propor ao Governo do Estado de São Paulo a revisão dos contratos e da política de concessões do sistema rodoviário paulista.

As praças de pedágios instaladas nas rodovias paulistas, por meio de concessões do Governo do Estado de São Paulo, têm sido fortes inibidoras do desenvolvimento social, econômico e cultural, tendo em vista a falta de critérios condizentes com a justiça social e o interesse público. Na prestação de serviços tem prevalecido o interesse das concessionárias, deixando à margem os princípios da modicidade e do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, em prejuízo dos munícipes que precisam utilizar o sistema rodoviário para o desenvolvimento de suas atividades.


TARIFAS MÓDICAS E JUSTIÇA SOCIAL

Os editais de licitação mencionam “tarifa quilométrica” como o verdadeiro espírito das concessões de rodovias para a promoção de uma relação equilibrada entre usuários e concessionária, do quanto a ser pago pela utilização dos serviços a serem oferecidos pelas concessionárias, mas, por outro lado, desprezam o conceito de justiça social e o princípio da modicidade previsto na Lei Federal 8987/95 (art. 7º, I e art. 6º, parágrafo 1º) ao permitirem que:
“Uma vez que o sistema de arrecadação baseado em praças tipo “BARREIRA”, não permite a caracterização exata da extensão de estrada efetivamente utilizada pelo usuário, enquanto não for utilizado outro sistema de arrecadação, será adotado critério pelo qual cada pedágio corresponde à determinada extensão rodoviária e dos acessos à disposição do usuário”.
O edital ora define a figura “pedágio” como tarifa (preço público), cuja natureza jurídica foge da seara tributária e se enquadra como relação de consumo, em que se deve pagar pela tarifa-pedágio valor correspondente ao trecho de rodovia utilizado, mas na incapacidade ou falta de interesse operacional confessa no edital de não se permitir no sistema de rodovias a caracterização exata da extensão a ser explorada pela concessionária abre-se mão da justiça social e modicidade, PRINCÌPIOS BASILARES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, pela inobservância da sua natureza jurídica dos pedágios, para impor aos usuários o pagamento pelo trecho disponível, como se pedágio fosse taxa (imposto).
Também, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), ao referir-se sobre os pedágios e conceito de tarifa, em seu site, no endereço eletrônico http://www.artesp.sp.gov.br/info/info_pedagios_tabela.asp, diz:


Tarifa Quilométrica

O cálculo das tarifas de pedágio é feito utilizando-se o conceito de tarifa quilométrica, que corresponde a um valor por quilômetro, fixado pelo Estado, variando, apenas, em função da extensão percorrida, da categoria das rodovias e dos veículos.

O cálculo divide as rodovias em três categorias: sistema rodoviário (rodovias paralelas, ambas com pista dupla, canteiro ou barreira central), estradas de pista dupla (com canteiro central, barreira física ou visual) e estradas de pista simples (uma faixa por sentido).

A presença de vários pedágios em uma mesma rodovia não implica aumento do valor a ser pago, mas sim no fracionamento do valor total. A quantidade de pedágios implantados nas rodovias garante ao usuário um pagamento mais justo e proporcional ao trecho percorrido.
O Governo de SP não poderia fazer a opção pela cobrança de pedágio como taxa, pois já existe imposto no Estado destinado a conservação de rodovias: o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Também, a criação de imposto não pode ser feita por Decreto Estadual, devendo haver autorização legislativa.
Logo, nos resta analisar a figura do pedágio como o pagamento por uma prestação de serviços nas rodovias que pode variar, apenas, em função da extensão percorrida, da categoria das rodovias e dos veículos, que será calculado em função da tarifa quilométrica básica. Essa relação é disciplinada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), Lei Federal Nº 8.078/90, que diz:
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(...)
III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores;
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...)
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

Também, diante do exposto pela Lei Federal 8987/95, que dispõe sobre o regime de concessões, no Capítulo II, Do Serviço Adequado, art. 6º, parágrafo 1º, e Capítulo-III, art. 7º, I, Dos Direitos e Obrigações dos Usuários, não restam quaisquer dúvidas da finalidade social das concessões de rodovias, considerando o princípio da modicidade e determinação dessa relação no campo do Direito do Consumidor. Vejamos:

Capítulo III
SERVIÇO ADEQUADO
Art. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato.
§ 1o Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.
Capítulo III
DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS
Art. 7º. Sem prejuízo do disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, são direitos e obrigações dos usuários:
I - receber serviço adequado;

De acordo com o ilustre doutor em Direito pela UFMG, professor da PUC/MG e membro da Fundação Brasileira de Direito Econômico, Giovani Clark, a Lei 8987/95 “estabelece dentro do direito dos usuários que os mesmos recebam serviços adequadamente (art. 7º, I) e as ditas condições (art. 6º, parágrafo 1º) para que sejam adequados, dentre elas, a modicidade das tarifas. Não existe modicidade de tarifas quando aumenta-se arbitrariamente os lucros, via elevação abusiva das tarifas, inviabilizando o consumo de serviços ou bens”.

EQULÍIBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DOS CONTRATOS

O nobre jurista Antônio Carlos Cintra do Amaral, em artigo publicado na Revista dos Advogados da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), Ano XXIX, nº 107, de dezembro de 2009, ensina que:
A política tarifária nas concessões de serviço público foi estabelecida pelas Leis 8.987 e 9.074, ambas de 1995, em cumprimento ao art. 175, inciso III, da Constituição. Não compete às agências reguladoras formular essa política, limitando-se elas a executá-la.

A política tarifária estabelecida pela legislação repousa na equação econômica do contrato de concessão, que abrange, de um lado, a receita tarifária e as receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados, com vista à modicidade da tarifa (art. 11 da Lei 8.987), e, do outro, os custos, o ônus da concessão (no caso de licitação de maior oferta), a amortização dos investimentos efetuados pela concessionária e o lucro. Tudo isso está relacionado com o prazo da concessão, que se não integra é, pelo menos, parâmetro para a fixação da equação econômica do contrato. Essa situação pode ser assim graficamente exposta:


A equação econômica do contrato de concessão é mantida mediante reajuste de tarifas. Quando surge fato superveniente e imprevisível, contido na álea extraordinária da concessão (Fato da Administração, Fato do Príncipe ou Teoria da Imprevisão), cabe rever ou recompor o contrato em benefício da concessionária. Há vários mecanismos possíveis de revisão ou recomposição da equação econômica desbalanceada, inclusive o menos desejável e mais problemático, que é o aumento da tarifa. Assim:
POLÍTICA TARIFÁRIA E PRESERVAÇÃO DA EQUAÇÃO ECONÔMICA DA CONCESSÃO
REAJUSTE - Tem por função assegurar a manutenção da equação econômica inicial do contrato
REVISÃO - Tem por função restabelecer a equação econômica inicial do contrato
Revisão Periódica
Revisão Eventual
- Fato da Administração - Fato do Príncipe - Teoria da Imprevisão”
E continua Cintra do Amaral:
O direito à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato administrativo é assegurado pela Constituição da República. Seu art. 37, que enuncia os princípios a serem observados pela Administração Pública, determina, no inciso XXI, que sejam “mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei”.
Nesse sentido, a Lei 8.666/93, que de acordo com seu art. 124 se aplica às concessões de serviço público, naquilo que não conflita com a legislação específica, dispôs:
“Art. 65. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:
........................................................................................................................
II- por acordo das partes:
........................................................................................................................
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da Administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica extraordinária e extracontratual.”
Já a Lei 8.987/95 estabelece, no art. 10:
“Art. 10. Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.”
E acrescenta, nos § 3° e 4° do art. 9°:
“§ 3°. Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso.
§ 4°. Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial equilíbrio econômico-financeiro, o poder concedente deverá restabelecê-lo, concomitantemente à alteração.”
O respeito ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão ainda é contemplado no art. 35 da Lei 9.074/95:
“Art. 35. A estipulação de novos benefícios tarifários pelo poder concedente fica condicionada à previsão, em lei, da origem dos recursos ou da simultânea revisão da estrutura tarifária do concessionário ou permissionário, de forma a preservar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.”

A inobservância do princípio da modicidade na cobrança de tarifas de pedágios pode ser observada pelas informações veiculadas pelo jornal Todo Dia, de Americana-SP, na edição do dia 08/05/2010, com o título “RMC recebeu R$ 9,2 mi de ISS nos três primeiros meses, 50,9% a mais que o mesmo período de 2009”. De acordo com a matéria, esse valor repassado para prefeituras da Região Metropolitana de Campinas representa 13,5% do total recolhido no Estado, R$ 67,9 milhões.
O desempenho de faturamento bruto das concessionárias de rodovias no Estado de São Paulo pode ser deduzido da tabela abaixo, do repasse do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) incidente sobre as tarifas de pedágios e repassados aos municípios, referente ao 1º trimestre de 2010 em comparação ao mesmo período de 2009.

Cidade 2009 2010 Total 2002 - 2009
Americana 432.481,32 506.977,88 11.285.233,88
Artur Nogueria 131.128,13 9.293,49
Campinas 2.514.871,63 3.606.749,01 66.455.059,42
Cosmópolis 158.047,23 6.720,81
Engenheiro Coelho 45.107,33 161.189,25 1.438.324,09
Hortolândia 297.432,88 363.172,35 6.564.640,12
Indaiatuba 274.638,91 347.584,82 8.310.625,02
Itatiba 489.380,93 869.584,34
Jaguariúna 148.902,04 172.365,71 4.543.588,05
Monte Mor 41.344,37 20.143,76
Nova Odessa 167.280,49 196.102,93 8.819.141,06
Paulínia 159.516,62 11.305,48
Santa Bárbara d'Oeste 638.113,92 748.060,97 14.118.211,12
Santo Antonio de Posse 103.746,28 120.094,40 3.142.740,85
Sumaré 944.930,83 1.107.742,44 23.292.355,04
Valinhos 244.800,68 581.249,06 7.779.301,89
Vinhedo 342.394,57 401.389,18 7.240.757,17

Fonte: Artesp Total:
6.154.700,88 9.292.095,28 163.907.025,59

Que outro motivo pode ter como efeito o aumento do faturamento das praças de pedágios além do maior fluxo de veículos e a instalação de novas praças de pedágios? Devemos observar que as cidades que receberam repasse somente em 2010, é porque não tinham praças de pedágios em seus corredores rodoviários no período analisado. No entanto, as que receberam o recurso em 2010 não tiveram a instalação de novas praças e mantiveram sua logística de cobrança.
O Governo do Estado de São Paulo garante lucros exorbitantes às concessionárias, em inobservância ao princípio da modicidade das tarifas, ao não realizar a transferência do excedente de receita aos usuários dos serviços prestados. A garantia do equilíbrio econômico financeiro nos contratos de concessão, na forma como vendo sendo aplicada, trata-se de cláusula “leonina”, que viola o equilíbrio das relações entre consumidor e prestador de serviço, vez que abre a possibilidade de revisão dos contratos somente em casos que possam gerar prejuízos às concessionárias, ou seja, perda de receita em relação ao percentual de lucro fixado no contrato.

REVISÃO DOS CONTRATOS

E qual tratamento deve ser dado às receitas que exorbitam os percentuais de lucro pactuados? O faturamento das concessionárias tem evoluído de forma acelerada, mas o Governo do Estado de São Paulo não tem respeitado o mandamento do § 3° do art. 9° da Lei 8.987/95, que diz:
“§ 3°. Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso.
As concessões de rodovias no Estado de São Paulo foram concebidas em um momento de incertezas econômicas. Assim, diante do risco do negócio, foram fixados nos contratos uma Taxa Interna de Retorno (TIR) em 20%. Esses fatores econômicos já não existem atualmente, tanto que os contratos mais recentes dessa natureza estabelecem percentuais da ordem de 8,0% a 8,5%. E para corrigir essas distorções, o legislador reservou o mandamento do inciso II, § 1o do artigo 57 da Lei 8987/95, que preceitua:
Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto quanto aos relativos:
(...)
§ 1o Os prazos de início de etapas de execução, de conclusão e de entrega admitem prorrogação, mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro, desde que ocorra algum dos seguintes motivos, devidamente autuados em processo:
(...)
II - superveniência de fato excepcional ou imprevisível, estranho à vontade das partes, que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato;

O nobre jurista Hely Lopes Meirelles ensina que:

A revisão do contrato, ou seja, a modificação das condições de sua execução, pode ocorrer por interesse da própria Administração ou pela superveniência de fatos novos que tornem inexeqüível o ajuste inicial. Em qualquer desses casos o contrato é passível de revisão, para adequação à nova realidade e recomposição dos preços, em face da situação emergente. Não se trata, aqui, do reajustamento de preço constante do contrato, mas sim de revisão do próprio ajuste diante de circunstâncias e fatos imprevistos, imprevisíveis e estranhos ao acordo inicial das partes. Nesta categoria de atos e fatos ensejadores da revisão do contrato entram as chamadas interferências imprevistas, além do caso fortuito, da força maior, do fato do príncipe e do fato da Administração. Todas essas causas são decorrentes da teoria da imprevisão, assentada na consideração de que o contrato só é executável nas condições previstas e previsíveis normalmente pelas partes, isto é, enquanto a situação permanecer como cogitada no momento do ajuste (rebus sic stantibus); se houver modificação anormal na situação fática em que se embasou o contrato, impõe-se sua revisão, e até mesmo sua rescisão.

Também ensina o mestre em Direito Administrativo, Celso Antônio Bandeira de Mello, que:

“a condição de imprevisibilidade tornou-se menos severa(...) o imprevisível passou a se referir apenas ao imprevisto, ao razoavelmente não previsto, e a indenização de imprevisão transmudou-se de ajuda parcial temporária em meio de garantia do equilíbrio econômico-financeiro estipulado por ocasião do contrato, nele incluído o lucro.”

Ora, se houve nos últimos anos o aumento do faturamento das concessionárias de rodovias e diminuição dos riscos do negócio, por fatores supervenientes, para se buscar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, a bem do serviço público, da garantia de tarifas módicas, do desenvolvimento sócio-econômico e cultural, o Governo do Estado de São Paulo deve promover a revisão dos contratos.

OUTORGAS DE CONCESSÕES E NATUREZA JURÍDICA DO PEDÁGIO
A natureza jurídica dos pedágios, por meio de concessões à iniciativa privada, é tarifa (preço público) e está sujeita à observância do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Mas, o Governo do Estado de São Paulo tem permitido a cobrança como se fosse taxa (imposto), beneficiando às concessionárias em prejuízo dos usuários, em flagrante desrespeito às leis vigentes. Com isso, não importa se o motorista usa apenas um trecho da rodovia concedida, ele é obrigado a pagar tarifa cheia.
O valor da tarifa, por exemplo, no KM 61 da Rodovia SP-075 em Indaiatuba, explorado pela concessionária Rodovias das Colinas, é de R$ 8,80 em sentido bidrecional, referente ao Trecho de Cobertura do Pedágio (TCP) de 62 quilômetros, que vai de Sorocaba a Campinas. Porém, os motoristas de Indaiatuba usam apenas 20 quilômetros, no trajeto a cidade-pólo de Campinas e deveriam pagar R$ 2,80.
A tarifa, por sua natureza, é o preço pago por conta de uma relação de consumo entre o motorista e a concessionária; e deve ser paga proporcionalmente ao trecho usado pelo motorista e não pelo que está disponível: no caso da SP-075 e usando como exemplo o trajeto usado pelos motoristas de Indaiatuba, 20 e não 60 quilômetros.
Seguindo o mesmo raciocínio e com base na natureza jurídica do Pedágio – sendo o pagamento tarifa (preço público) e que se deve pagar por aquilo que usa -, é também indevida a transferência para o valor das tarifas da quantia cobrada das concessionárias pelas outorgas, R$ 8,4 bilhões até 2009, pois este dinheiro não é investido no sistema viário em que foi arrecadado, mas em vias secundárias e outras obras.
Esse é um dinheiro cobrado indevidamente e que deve ser devolvido às concessionárias, para ser revertido na redução de tarifa. Isso ocorrendo e o lucro das concessionárias sendo limitados, em vez de 20%, a 8,5% como acontece nas Rodovias Federais, a tarifa em Indaiatuba pelo trecho de 62 km passará de R$ 8,80 para cerca R$ 1,20. E os 20 quilômetros usados pelos indaiatubanos para R$ 0,40. Um motorista que hoje trafega pela Rodovia Fernão Dias, concessão feita pelo Governo Federal, de São Paulo-SP a Belo Horizonte-MG, em um trajeto de 594 quilômetros, pagará sete pedágios de R$ 1,10: um total de R$ 7,70.

Diante do exposto, pedimos o deferimento nos seguintes termos:

- Devolução às concessionárias de rodovias paulistas do dinheiro pago pelas outorgas das concessões ao Governo do Estado de São Paulo, cerca de R$ 8,4 bilhões (em 2009), a ser revertido em REDUÇÃO DE TARIFA AO USUÁRIO, a exemplo do Governo Federal, que não cobra pela outorga e fixa como critérios de concessão a menor tarifa versus o melhor serviço ao usuário.

- Revisão dos Contratos de Concessão e fixação de Taxa de Retorno (lucro) dos atuais 20%, fixados na década passada, para índices condizentes com a conjuntura econômica atual, a exemplo das concessões nas rodovias federais, que fixam lucro e 8,5% nos contratos de concessão.

-Isenção da tarifa aos veículos com placas de cidades onde tenha a Praça de Pedágio instalada.

- Adoção da prática de tarifas de pedágios conforme à sua natureza jurídica: se é tarifa (preço público) deve cobrada pelo trecho utilizado e não o disponível, como se fosse taxa (imposto).

- Auditoria de obras realizadas pelas concessionárias e fixação de critérios mais transparentes de prestação de contas.

- Frente Parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) - respaldada pelos movimentos contra os pedágios abusivos nas rodovias paulistas -, como organismo institucional de acompanhamento, assessoramento e defesa das propostas apresentadas por tais movimentos.


Indaiatuba, 26 de maio de 2010


José Matos
Coordenador do Movimento Estadual Contra
os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo

Espaços Virtuais:

http://antipedagio.ning.com
http://www.twitter.com/antipedagio
antipedagio@antipedagio.com.br
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=23089691

Mercadante propõe mais investimentos no Oeste paulista

O senador Aloizio Mercadante, pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o incentivo à industrialização e à agricultura familiar será prioridade de sua gestão na região Oeste. “É preciso regionalizar o orçamento do Estado e interiorizar a economia”, destacou, durante seminário com a presença de mais de 700 pessoas, em Presidente Prudente.

“Pretendo criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, para identificar as vocações de cada região e direcionar os investimentos. Precisamos de incubadoras para consolidar os projetos de micro e pequenos empresários. Outra prioridade é a agricultura familiar, vamos incentivar as prefeituras a fazerem mais parcerias com movimentos sociais, como o programa de merenda escolar incentivado pelo governo federal”, disse.

Mercadante ressaltou a importância de recuperar o transporte rodoviário e de aproveitar melhor as hidrovias, além de rever as tarifas abusivas dos pedágios criados pelos governos tucanos.

“O governo do Estado só tem trazido pedágios e presídios para a região Oeste, são 22 penitenciárias em um raio de apenas 100 quilômetros, sem contrapartida para as prefeituras. Isso afasta os investimentos e obriga jovens a migrarem para a periferia dos grandes centros urbanos, que estão saturados”, denunciou.

O seminário, realizado no último sábado (19), teve a presença da pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy, do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, do presidente estadual do PT, Edinho Silva, do deputado federal José Mentor, dos vereadores de São Paulo Arselino Tatto (PT) e Carlos Apolinário (DEM). Também compareceram o prefeito de Presidente Prudente, Milton Carlos de Melo, o vice Marcos Vinha, o prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Pereira, o 1º secretário da Associação Brasileira de Municípios, Eduardo Tadeu Pereira, além de vereadores da região.

Hora do Povo-http://www.horadopovo.com.br/

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A aura eleitoral de Lula

O que vem acontecendo com a Dilma com relação a sua subida nas pesquisas numa toada constante e segura, dá segurança e confirma; quem o Presidente Lula tocar sobe. A mídia pró Serra temia que isso se confirmasse, e pra seu desespero está virando realidade, e digo mais, não para por ai, Dilma é a primeira, seqüencialmente “a fila anda” como diz um ditado atual. Pelas bandas de São Paulo, vem Aloísio Mercadante, candidato a governador, depois os candidatos a senadores Marta Suplicy e o candidato do PC do B, Netinho de Paula, candidatos a deputado federal e estadual estão tomando seus lugares, sabem eles que a aura Lulista é importantíssima, quem conseguir entrar nesse rol logrará votos, a cifra será grande para os candidatos de Lula e quanto mais visibilidade mais votos, quanto mais potencialidade de votos mais visibilidade, essa engrenagem está tão desenhada que já vemos manifestação de candidatos da oposição pegando carona nesse turbilhão. Portanto, mesmo os candidatos com lenha pra queimar que teimarem em fazer uma campanha independente, amargarão uma queda do que seria seu número de votos se estivesse no grupão. Sendo assim, a estratégia é não se afastar do movimento eleitoral que fará Dilma junto com o comandante Lula.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ONU: Venezuela é um modelo para a realização dos Objetivos do Milênio

O Presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ali Abdussalam Treki, disse quarta-feira que a Venezuela é um exemplo para as nações ", sobre o Desenvolvimento do Milênio".

Venezuela tornou-se um modelo de "paradigma para outros países, sobre as Metas do Milênio, nós apreciamos muito o papel desempenhado pela Venezuela", disse o presidente.

As declarações foram feitas após sua saída do Palácio de Miraflores (sede do governo), onde se encontrou com o governo venezuelano de alto nível para verificar o cumprimento, que este país teve durante uma década, as metas estabelecidas pela organização.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Temática de Direitor Humanos

Hoje,15/06/10, teremos a presença do Antonio José Ferreira - Coordenador Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Isaías Dias - Vice Presidente do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas com Deficiência (CONADE) na Câmara de Indaiatuba.
Cnvidamos a todos para que compareçam nessa importante atividade.


Abraço;


Dão Ferreira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Determinadas

Determinadas

E a greve...

E a greve...
continua, agora com uma aura que se auto alimenta, as grevistas, digo assim por que sem dúvidas, essa mulherada tá metendo bronca e já não se importam mais com as retóricas usadas pelo governo, mandaram as favas o desconto que terão, incrivel como estão firmes e determinados.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vamo bigode!!!

Mercadante se compromete a dialogar com os servidores

O presidente do PDT de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, anunciou nesta quarta-feira, que o partido escolheu o deputado estadual Major Olímpio para vice na chapa encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista.

Olímpio é deputado estadual desde 2006 e tem utilizado seu mandato para denunciar a política tucana em São Paulo para a segurança pública, principalmente os baixos salários pagos aos policiais. Major da Polícia Militar, ele foi oficial da instituição por 29 anos. Foi presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. É bacharel em ciências jurídicas e sociais, jornalista e autor de livros voltados para a questão da segurança.

A coligação liderada pelo senador Aloizio Mercadante é formada por 12 partidos e terá como candidatos ao Senado a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o cantor e apresentador Netinho (PCdoB).

Mercadante reuniu-se na terça-feira com lideranças dos servidores públicos do estado. O senador comprometeu-se a reconhecer oficialmente o Sistema de Negociação Permanente (Sinp), uma reivindicação antiga dos servidores que foi ignorada pelas administrações tucanas. “A idéia básica é abrir o diálogo. Eu assumo o compromisso de estudar cada uma das reivindicações dos servidores”, afirmou Mercadante.

Ainda na terça-feira, em entrevista ao portal UOL, Mercadante afirmou que além de estar em boas condições para vencer as eleições, os adversários, desta vez, “estão divididos”. “Alckmin sai muito bem nas pesquisas. Mas na eleição municipal, ele saiu com 45%, chegou com 22% e nem foi para o segundo turno”, comentou. Ele criticou o descaso tucano com a área de segurança pública. “Sergipe e Piauí pagam em torno de R$ 8 mil por delegado. Aqui é em torno de R$ 5,5 mil. Como é que o Estado de São Paulo paga para um delegado menos do que o Piauí? Menos que Sergipe? E a polícia está do jeito que está: desmotivada, falta policiamento ostensivo”, criticou.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paulinho disse que todos os nomes indicados pelo partido até agora foram rejeitados pelo PT

PDT dá ultimato e indica Major Olímpio para vice de Mercadante
26/05/2010

O PDT de São Paulo anunciou hoje o nome do deputado estadual Major Olímpio como pré-candidato a vice governador do Estado na chapa encabeçada pelo PT e que tem o senador Aloizio Mercadante como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Irritado com a pretensão do PT em uma chapa pura - nesse caso o indicado a vice seria o senador petista Eduardo Suplicy - o presidente do PDT paulista, Paulo Pereira da Silva, afirmou que "não aceitará veto ao nome".

Segundo Paulinho, o acordo que existe com o PT é para que o PDT indique o nome do vice. "Comuniquei isso ao Edinho Silva (presidente estadual do PT). Caso não aceite, cada um segue o seu caminho", afirmou. "Nosso partido concluiu que esse é o melhor nome para o cargo", disse.

Major Olímpio está em seu primeiro mandato de deputado estadual, após ter sido eleito em 2006. Paulinho disse que todos os nomes indicados pelo partido até agora foram rejeitados pelo PT. "Não dá para a gente abrir mão do nome de vice".

Uma das opções do PDT seria indicar o nome do suplente para a pré-candidata ao Senado Marta Suplicy, o que não foi aceito.

Fonte: Portal Terra - Vagner Magalhães

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Comunidade suíça fica ilhada por pedágios em Indaiatuba (SP)

Comunidade suíça fica ilhada por pedágios em Indaiatuba (SP)

Uma praça de pedágio e dois bloqueios separam comunidade suíça no interior de São Paulo. A convivência, a cultura e os negócios ficaram prejudicados

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 19/04/2010, 16:25


No mapa on-line, pedágio e bloqueios que cercam Helvetia, no limite entre Indaiatuba e Campinas, interior de São Paulo (Foto: Divulgação)

São Paulo - A alegre colônia suíça Helvetia perdeu um pouco de brilho nos últimos três anos. Segundo o representante das comunidades tradicionais suíças de Indaiatuba (SP), Carmelo Campregher, desde que o pedágio na rodovia Santos Dumont, altura do quilômetro 62, foi construído, a colônia sente-se um pouco destruída. A praça de pedágio separou moradores e locais importantes como a igreja e o cemitério suíço.

"Sempre digo que nossa comunidade vive ilhada por três pedágios: a praça de pedagiamento na rodovia e os dois bloqueios, um em cada acesso à Helvetia", relata Carmelo.

Se um morador da parte superior da rodovia quiser velar um parente morto, ir ao cemitério ou à missa, é preciso pagar por duas vezes o pedágio no mesmo valor pago por motoristas que percorrem a rodovia. "Um primo que mora na parte de cima da (rodovia) Santos Dumont e vem velar um parente morto ou vir à igreja paga R$ 17,60 (no total)", indigna-se.

Além de atingir a convivência entre os descendentes, os negócios na colônia também foram atingidos pelos pedágios. O buffet, a igreja e o coral de Helvetia, que sempre atraíram visitantes e negócios, também sofrem com o impacto do custo elevado de acesso à localidade. "Nosso coral tem repercussão internacional", orgulha-se. Entretanto, o valor cobrado dos visitantes limita as visitas e a contratação de serviços, na visão do representante da comunidade.

Igreja de Helvetia
Igreja Nossa Senhora de Lourdes em Helvetia: um dos pontos de encontro dos descendentes suíços (Foto: Divulgação)

Até a festa tradicional que reúne cerca de dez mil pessoas por ano perdeu um pouco de brilho. Famílias vêm especialmente da Suíça para o evento e, principalmente, visitantes da região, mas a cobrança prejudica a celebração. "O pedágio afetou, afeta e com certeza afetará ainda se não for tomada um providência, se esse valor não for revisto", prevê Carmelo.
Trauma

Quando os moradores receberam a notícia da implantação de um pedágio separando a colônia, reuniram os idosos e organizaram um desfile em carro aberto no local das obras, numa tentativa de sensibilizar as autoridades. Depois foram à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), procuraram o presidente da concessionária Colinas, ouviram promessas de todos os lados, "mas as máquinas não pararam e não teve jeito", conta o descendente de suíços.

Até mesmo o local onde fica a pedra fundamental de Helvetia e a bandeira da Suíça foi usado como escritório da concessionária. "Que tristeza enorme, feriu a alma da comunidade", desabafa.

Carmelo comenta que, mesmo depois de três anos da implantação do pedágio, ainda paira um sentimento de destruição na comunidade. "Lutamos do nosso jeito, mostrando nossa cultura, pedindo, mobilizando", descreve.

Ele sugere que a saída para o alto valor de pedágio seria adotar o pedágio quilométrico, em que o pagamento da tarifa varia em função dos quilômetros percorridos. "Pagamos a tarifa cheia para andar poucos metros", avalia. "Certas regiões você anda 100 quilômetros e paga R$ 6 ou R$ 8", compara Carmelo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pra que serve uma cocessão píblica?

90% dos brasileiros não sabem o que é o PAC, ou seja temos uma mídia televisiva que alcança quase a totalidade dos lares e não cumprem o seu papel como concessão pública.

Do que cuida o jornalismo dessas emissoras?

a resposta é simples... conservadores que são, cuidam apenas de tentar o tempo todo detonar o governo do Presidente Lula do PT e das forças progressistas


Tiraram do ar a pouca vergonha(coincidência) em apologia ao numero 45 e o slogam da campanha serra.
Nem contestaram, puseram pra ver se passava despercebido. Como essa globo é dissimulada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Privatização sim, planejamento não

Os tucanos são mestres em cortar gastos sociais e queimar patrimônio
público, mas desprezam ações de fomento e não têm visão de longo prazo

A fatia de São Paulo no PIB nacional caiu de 37,3% para 33,9%

A economia paulista perdeu participação na indústria geral e em serviços. A indústria de transformação do Estado teve a maior perda (-4,3%)
dentre todas as 27 unidades da Federação. Segundo o IBGE, essa perda na indústria paulista ocorreu porque houve transferências de alguns setores industriais para
outros estados, com a migração de algumas fábricas para perto da matéria-prima ou do consumidor final. Além disso, conforme avalia o Instituto, também influíram no processo alguns incentivos fiscais para investimentos industriais em outros estados. São Paulo liderou a queda da região Sudeste que, em 1995, participava com 59,1% da produção de riquezas no país e, em 2007, caiu para 56,4%.

terça-feira, 23 de março de 2010

Movimento popular por pedagio a preço justo

A Comissão Cidadania Participativa de Indaiatuba, movimento popular que luta contra a atual política de concessões das rodovias paulistas, convida V.Sa. a participar da 2ª Reunião Estadual dos Movimentos Contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo - com a presença de lideranças dos movimentos de várias cidades-corredores rodoviários do Estado de São Paulo, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e entidades de classe -, para discutir os próximos passos da estadualização do movimento, a realização de ações conjuntas e coordenadas, as propostas de uma nova política de Transportes e concessões de rodovias a serem implementadas pelo Governo do Estado e de correção das distorções das concessões existentes. Na ocasião, também será discutida a paralisação em mesmo horário das principais rodovias paulistas no dia 1º de Julho de 2010, data de reajuste do pedágios - caso as negociações não avancem.

Dia: 26/03/2010
Horário: a partir das 19h00
Local: Câmara Municipal de Campinas - SP
Endereço: Av. da Saudade, nº 1004, bairro Ponte Preta - Campinas-SP


Att,
José Matos
Assessor Parlamentar do Gabinete do Vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT)
Coordenador da Comissão Cidadania Participativa de Indaiatuba-SP
Telefones: (19) 3885-7712 (Gabinete) ou (19) 9151-1695
Twitter do Movimento: http://twitter.com/antipedagio
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=23089691
Blog do Fórum Nacional: http://www.pedagio.org/


Algumas das propostas que serão apresentadas para fazer parte das Diretrizes do Movimento:


- Devolução às concessionárias de rodovias paulistas do dinheiro pago pelas outorgas das concessões ao Governo do Estado de São Paulo, cerca de R$ 8,4 bilhões (em 2009), a ser revertido em REDUÇÃO DE TARIFA AO USUÁRIO, a exemplo do Governo Federal, que não cobra pela outorga e fixa como critérios de concessão a menor tarifa versus o melhor serviço ao usuário.

- Revisão dos Contratos de Concessão e fixação de Taxa de Retorno (lucro) dos atuais 20%, fixados na década passada, para indíces condizentes com a conjuntura econômica atual, a exmpelo das concessões nas rodovias federais, que fixam lucro e 8,5% nos contratos de concessão.

-Isenção da tarifa aos veículos com placas de cidades onde tenha a Praça de Pedágio instalada.

- Auditoria de obras realizadas pelas concessionárias e fixação de critérios mais transparentes de prestação de contas.

- Entre outros (sugestões de outros movimentos, a serem apresentadas e discutidas).

- Frente Parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) - respaldadas pelos movimentos contra os pedágios abusivos nas rodovias paulistas -, como organismo institucional de acompanhamento, assessoramento e defesa das propostas apresentadas por tais movimentos.


Junte-se a nós nessa grande luta contra os pedágios paulistas e a política de Transporte do Governo José Serra (PSDB). Sua presença é importante e decisiva!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ze Aristeia, Mercadante e Dilma

A eleição do Zé Aristéia é muito importante para Indaiatuba e região, quando vereador ele deu mostras de ser um sujeito super interessados em resolver problemas da coletividade, podemos recordar sua luta pelo transporte público Capinas Indaituba;

Com a disputa de Ciro a presidência, Mercadante fica na cara do gol para a quebra do continuismo tucano em sao paulo.

Eleger Dilma é prioridade, se conseguirmos isso junto com Mercadante pra governador e Zé Aristeia Dep estadual, será um fator importante para a briga contra a injustiça do pedágio em Indaiatuba e região, para quebrar a higemonia tucana no estado e para o prosseguimento do projeto PT para o Brsail

segunda-feira, 15 de março de 2010

desconhecimento desinformativo

Nesta semana acessei o blog de um vereador que exerce seu mandato como suplente. Fato normal e rotineiro na política local. Meu inconformismo não é com isso. Mas é com o desconhecimento desinformativo dele.
O moço diz que a data do dia internacional da mulher está esvaziada, diz ele: "Hoje a data perdeu um pouco de sua essência, tornando-se cada vez mais comercial do que histórica..."; é inadmissível o quão é bitolada essa declaração, me impressiona o mundo pequeno e pronto que esse senhor quer passar aos seus seguidores, dos quais não faço parte. É um mundo encaixotado que todo dia é distribuído pelas emissoras de tvs , rádios e jornais que gente como o nobre edil, toma para si como verdade absoluta. Será que esse senhor não sabe que todos os anos há nesse período, uma infinidade de acontecimentos, um burburinho de manifestações para, não só comemorar as conquistas, como também fazer reivindicações de outras de importância determinante para as mulheres?

Informo ao nobre edil que nesse sábado último, tivemos em nossa região, a passagem da incrível Marcha das Mulheres, a qual, valorosas companheiras participaram. Mas como é de praxe, nenhuma mídia foi dada ao fato, o que determina para o nobre senhor não dar nenhuma relevância ao fato. Centenas de companheiras num sol escaldante, sobre asfalto quente, passou em bancas nuvens ao texto dele, pois não foi destaque no jornal nacional, não foi descrito no estadão, nenhum figurão do ciclo político desse senhor foi patrocinador do evento; sendo assim para ele, o dia internacional da mulher não existiu em indaiatuba, na sua pífia avaliação. Uma pena.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Numeros: Resíduos sólidos

Dados que tenho dizem que cada trabalhador consegue separar por dia por volta de 180 quilos de reciclaveis, sendo que nas cargas venham cerca de 17 sólidos diferentes, numa conta simples se conseguiria um número muito mais interessante se os munícipes separassem já em seus lares esses solidos.

Gestão de resíduos sólidos

Sou defensor do que já disse aqui antes, que é a valorização do resíduo sólido recuperado, confrontando com o que está posto hoje, que é a remuneração para a acomodação dos resíduos no solo (aterramento). A partir do momento que as empresas recebam para recuperar e repor os resíduos de volta ao ciclo, virá por trás uma gama de servirços que serão criados nas coooperativas pelas empresas, um numero muito grande de pessoas serão empregadas para esse fim. Outro dado interessante, é que os aterros ganhariam um esticamento na sua vida útil, tirando do sufoco muitos municipios com o problema da falta de local para aterros sanitários.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Zé Aristéia e Ricardo Berzoine

Foi com muita alegria que recebemos no último dia 10 aqui em Indaiatuba o companheiro Paulo Beserra, onde tivemos uma conversa bastante exitosa em direção a consolidação do PT e das nossas liderenças na RMC. Firmamos nesse encontro os primeiros implementos para afinação de agenda entre os companheiros Zé Aristéia e Ricardo Berzoine. Com esse pavimento, acreditamos que os resultados será de grande valia para nossas lideranças e nossa região.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Com a resposta, o PIG

1] Por que, a exemplo do que fez tantas vezes com o PT, a mídia não parte do fato policial para resgatar o passado e o presente das relações políticas do demo José Roberto Arruda? 2] Por que esquece --ou esconde?-- entre outras coisas, que Arruda foi nada menos que líder de FHC na Câmara Federal? 3] Por que a mesma amnésia subtrai ao leitor que Arruda era a grande --e única-- 'revelação administrativa' dos demos [sobretudo depois do fiasco Kassab], e nome natural' para ocupar a vice-presidência na coalizão demotucana liderada por Serra? 4] Por que, súbito, abriu-se um precipício de silencio midiático sobre as relações entre Serra e Arruda, omitindo-se, inclusive, 'o simpático' simbolismo da sintonia capilar entre ambos --mencionada por ninguém menos que o próprio governador tucano em evento conjunto em 2009? 5] Por que a obsequiosa Eliane Catanhede, da Folha, e os petizes da Veja, que tantas e tantas linhas destinaram a enaltecer a determinação de Arruda em 'cortar o gasto público' --e ainda o fazem na ressalva ao 'bom administrador que tropeçou na ética', segundo Catanhede-- sonegam aos seus leitores a auto-crítica pelo peixe podre que venderam como caviar? 6] Por que, enfim, o esfarelamento da direta nativa abrigada nos Demos não merece copiosas páginas de retrospectiva histórica, que situe para os leitores a evolução daqueles que, como Arena e PFL, foram esteio da ditadura e da tortura e hoje são os aliados carnais de José Serra?


(Carta Maior e a Quarta-feira de Cinzas da mídia demotucana)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Parabéns PT

"O PT, é o verão do estado ibernativo que assolava a nação; abriu as nuvens negras pairadas, o que fez com que o sol brilhasse no nosso vasto território; trouxe de volta os movimentos e vivacidade necessária ao “ser Brasil”".



Dão Ferreira

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Católicas pro aborto X CNBB

04/02/2010
Declaração de apoio de Católicas pelo Direito de Decidir ao III PNDH
Com quem o governo dialoga? A quem o governo respeita?
Católicas pelo Direito de Decidir vem a público manifestar sua surpresa e indignação frente ao recuo do Governo Federal em relação a posições tomadas anteriormente no III PNDH, resultado de ampla discussão realizada por instâncias governamentais com a sociedade brasileira. Um governo que é respeitado no cenário internacional como democrático e defensor dos DH, dobra-se à pressão política da hierarquia católica, sobrepondo interesses eleitorais à vida das mulheres e à dignidade de pessoas homossexuais.

O III PNDH corajosamente abordou questões complexas que há muito tempo deveriam ser enfrentadas, tais como a autonomia das mulheres para tomar decisões sobre a sua vida reprodutiva, o casamento homossexual e a adoção por casais homoafetivos, bem como as graves questões relativas à distribuição da terra e ao direito de estabelecer a memória e a verdade sobre o período da ditadura militar. O Programa, fiel à separação Igreja-Estado, também evidenciou a inadequação de que símbolos religiosos sejam ostentados em estabelecimentos públicos da União. Não é de menor importância que tais questões ganhem o reconhecimento do Governo depois de ouvir a sociedade brasileira organizada.

Católicas pelo Direito de Decidir que, como parte do povo de Deus, integra a Igreja e está em sintonia com a maioria das mulheres católicas brasileiras, não se identifica com as críticas da CNBB ao III PNDH, além de considerar desrespeitosa e inadequada a identificação do Presidente da República à figura bíblica de um homicida (Herodes).

O Estado, numa sociedade realmente democrática, deve ser laico e não pode se pautar pelas exigências e pressões políticas de nenhuma religião, nem mesmo da religião majoritária. O governo brasileiro, que tem o dever de cumprir acordos internacionais dos quais é signatário (Conferências ONU, OEA e CEDAW), sucumbiu de forma vergonhosa à pressão da CNBB e vai, segundo declarações do Ministro dos Direitos Humanos, retirar do texto final as referências ao aborto como um direito das mulheres.

Católicas pelo Direito de Decidir repudia tanto o intervencionismo autoritário da hierarquia da Igreja, quanto a subserviência do Governo Federal, que visando às eleições, joga no lixo o processo de debate público realizado amplamente com a sociedade brasileira para chegar ao texto do PNDH lançado em dezembro de 2009.

Denunciamos que, mais uma vez, são os direitos das mulheres e de pessoas homossexuais que entram como moeda de troca num contexto de jogo político de forças em que toda a sociedade brasileira perde. Em consonância com inúmeros outros setores da sociedade civil, vimos a público cobrar coerência e consistência do Presidente Lula, do Ministro Paulo Vanucchi e demais setores do governo envolvidos nesse retrocesso frustrante e indigno. Chega de defender o princípio abstrato da vida ao preço da morte de milhares de mulheres.




Fonte: Católicas pelo Direito de Decidir (www.catolicasonline.org.br)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dilma +10, Serra-5

A divulgação da pesquisa Vox Populi, adiada do meio da semana passada, só veio confirmar o que está acontecendo; Dilma sobe, e sobe muito, cerca de 10 pontos percentuais, enquanto que o Gov. de São Paulo cai 5 pontos.
O PIG, mais uma vez usa uma estratégia falida; no fim de semana a divulgação da pesquisa pelos meios de comunicação é muito pequeno, pois a prioridade são os programas pro povão, enquanto que o jornalismo diário tem um público assíduo e que espalharia a notícia da queda do Serra como rastilho de pólvora.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Política: Indaiatuba-preferências e movimentação

Andei confabulando e pesquisando bastante o mundo político para chegar a uma compreensão que há tempos procurava. A conjuntura atual, me faz crer que as tendências (preferência do eleitor) têm , ao meu ver, vida própria, como um formigueiro em mudança; ele vai se arrastando para determinada direção lentamente, numa velocidade que ele próprio determina. Digo isso para representar o que venho observando nos últimos dias, quanto à preferência por determinado homem público. Mesmo com o carisma e o beatismo político adquirido, atributos intransponíveis para seus adversários, sua aprovação tem caindo muito, sua popularidade tem sofrido avarias sérias, desde as ultimas eleições, coisa que muitos acreditavam jamais ver. Foram sempre a seu favor uma massa coesa e quase cega pelo interesse, ignorância, e o grosso desse publico que exercita uma certa forma de sincretismo “popstarliano”. Mas voltando ao movimento, vejo que a unanimidade deixou de existir, o fecho em torno desse político vem perdendo poder, perdendo adesão, a liga aglutinativa está a enfraquecer, um grupo grande de indivíduos já não miram seus olhares para aquele norte. Esse movimente, que acho natural, e de fechamento de um ciclo, ganha força devido ao poder de atração de outras forças, mas também por um certo envelhecimento da força atualmente no poder, essa , além de envelhecida não apresenta mais nenhuma novidade, que era sua forca motriz, incorreu-se numa falta de renovação e até desdém no tratamento aos seus diretos e indiretos. Um percentual desses aglutinados e eleitores, mais rápidos e melhores perceptores, já fizera o movimento na última eleição, um outro percentual com certeza dará um bota fora nesta que virá, o restante desse gordura, se desprenderá às bateladas, sem dúvida, ainda mais com o movimento violento que vem fazendo as outras forças, uma delas , no fim de ano passado começou regimentar um exercito enorme, movido pelo poder de finança que dispõe.

O movimento atrativo
Monta se o primeiro grupo da linha de frente, e esse faz o papel da reprodução e disseminação do que se pretende.

O grupão no poder, percebeu o movimento de desaglutinação política e “despopstalização”, e veio pra contra ofensiva; usando o mais do mesmo que um dia foi um expediente lucrativo de votos, que o levou a aglutinação política, e principalmente “popstaliana”. Seu principal articulador deixou o pedestal e desceu a sarjeta, imbuído da mais pura simplicidade, se abraçando aos comuns a sentindo o cheiro forte desses , dizendo querer reforçar seu “imbativismo”. Porem a forca de desligamento, é inabalável, podemos notar isso em outros exemplos de ex-lideranças políticas que também reinaram por aqui. Esses quando viram pelo retrovisor o que despontava, tentaram de todas as formas reverter o movimento, mas no final o que prevaleceu foi o atropelo, puro e simples, sem dó nem piedade. Agora resta saber quem será que esta no retrovisor. Nas rodas políticas, muitos, ou pelo menos uma meia dúzia se apresenta chamando para si os olhares e querendo desde já se intitular portador da renovação, mas há muito que se falar, muito que se discutir, muito que se gastar para ser o escolhido pela força do “movimento do formigueiro”.