Andei confabulando e pesquisando bastante o mundo político para chegar a uma compreensão que há tempos procurava. A conjuntura atual, me faz crer que as tendências (preferência do eleitor) têm , ao meu ver, vida própria, como um formigueiro em mudança; ele vai se arrastando para determinada direção lentamente, numa velocidade que ele próprio determina. Digo isso para representar o que venho observando nos últimos dias, quanto à preferência por determinado homem público. Mesmo com o carisma e o beatismo político adquirido, atributos intransponíveis para seus adversários, sua aprovação tem caindo muito, sua popularidade tem sofrido avarias sérias, desde as ultimas eleições, coisa que muitos acreditavam jamais ver. Foram sempre a seu favor uma massa coesa e quase cega pelo interesse, ignorância, e o grosso desse publico que exercita uma certa forma de sincretismo “popstarliano”. Mas voltando ao movimento, vejo que a unanimidade deixou de existir, o fecho em torno desse político vem perdendo poder, perdendo adesão, a liga aglutinativa está a enfraquecer, um grupo grande de indivíduos já não miram seus olhares para aquele norte. Esse movimente, que acho natural, e de fechamento de um ciclo, ganha força devido ao poder de atração de outras forças, mas também por um certo envelhecimento da força atualmente no poder, essa , além de envelhecida não apresenta mais nenhuma novidade, que era sua forca motriz, incorreu-se numa falta de renovação e até desdém no tratamento aos seus diretos e indiretos. Um percentual desses aglutinados e eleitores, mais rápidos e melhores perceptores, já fizera o movimento na última eleição, um outro percentual com certeza dará um bota fora nesta que virá, o restante desse gordura, se desprenderá às bateladas, sem dúvida, ainda mais com o movimento violento que vem fazendo as outras forças, uma delas , no fim de ano passado começou regimentar um exercito enorme, movido pelo poder de finança que dispõe.
O movimento atrativo
Monta se o primeiro grupo da linha de frente, e esse faz o papel da reprodução e disseminação do que se pretende.
O grupão no poder, percebeu o movimento de desaglutinação política e “despopstalização”, e veio pra contra ofensiva; usando o mais do mesmo que um dia foi um expediente lucrativo de votos, que o levou a aglutinação política, e principalmente “popstaliana”. Seu principal articulador deixou o pedestal e desceu a sarjeta, imbuído da mais pura simplicidade, se abraçando aos comuns a sentindo o cheiro forte desses , dizendo querer reforçar seu “imbativismo”. Porem a forca de desligamento, é inabalável, podemos notar isso em outros exemplos de ex-lideranças políticas que também reinaram por aqui. Esses quando viram pelo retrovisor o que despontava, tentaram de todas as formas reverter o movimento, mas no final o que prevaleceu foi o atropelo, puro e simples, sem dó nem piedade. Agora resta saber quem será que esta no retrovisor. Nas rodas políticas, muitos, ou pelo menos uma meia dúzia se apresenta chamando para si os olhares e querendo desde já se intitular portador da renovação, mas há muito que se falar, muito que se discutir, muito que se gastar para ser o escolhido pela força do “movimento do formigueiro”.
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